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Se você assistiu/leu “O Nosso Lar” e não ficou preocupado, não entendeu nada!

Se você assistiu/leu “O Nosso Lar” e não ficou preocupado, não entendeu nada!

Você já deve ter escutado falar no livro (e no filme) O Nosso Lar, obra bastante conhecida de André Luiz e que foi psicografada por Francisco Cândido Xavier.

A obra conta a história do próprio escritor, André Luiz, quando chegou ao mundo espiritual após sua morte no plano físico. Durante a história, vemos o tempo em que ele esteve no umbral até ser acolhido e levado para a colônia espiritual Nosso Lar.

Se você leu ou assistiu, sabe muito bem como se passou a história. Então, não preciso detalhar aqui do que se trata. O grande motivo que nos levou a escrever este texto é outro: o que a vivência de André Luiz no mundo espiritual — principalmente no umbral — revelou para nós?

Confesso que quando li o livro e assisti o filme fiquei bastante impressionada, mas nada forte o suficiente para me trazer profundas reflexões. Isso está ocorrendo apenas agora, anos depois.

Se você não ficou preocupado, não entendeu nada!

Isso mesmo! Vejamos o porquê:

André Luiz era uma pessoa socialmente boa. Médico, pai de família, não fazia mal a ninguém — pelo menos aparentemente — … mas também não fazia o bem (não além do que acreditava que o bem significava).

Era visto como um homem da sociedade, respeitado por sua profissão. Apesar de às vezes rude e com um orgulho à flor da pele, aparentemente era um eleito perfeito para o céu.

Na vida pessoal, mantinha a pose de homem de família. Era bastante descuidado com a alimentação — que foi inclusive, motivo de sua morte.

Até então tudo bem, não é mesmo?

Mas chegou o grande dia que sua saúde física não aguentou. Ele morreu ali mesmo, durante o jantar em família. Para sua surpresa — e de todos que o conhecia —, André não acordou entre lençóis brancos no paraíso que muita gente imagina que é céu é.

André estava atordoado no meio da lama. Escutava repetidamente: “suicida, suicida, suicida”. Era completamente enlouquecedora a situação em que o médico estava.

Ficou ali, sujo, em meio a muitas outras “pessoas” em situação deplorável, tendo as piores sensações e que jamais imaginaria. E assim foi por um bom tempo até o dia em que nosso amigo se arrependeu e foi acolhido com amor pelos trabalhadores do Nosso Lar.

Mas o que é tão preocupante assim? Por que eu deveria estar preocupado?

Não sei se esse é o seu caso, sinceramente. Mas, com certeza, é o de muita gente. E isso deve nos deixar vigilantes.

Vivemos em uma sociedade de homens e mulheres de bem. Mas, muitas das vezes isso é apenas aparência. Pessoas que levam a vida de qualquer jeito, ignorando complemente a continuidade da vida.

Por isso, não se interessam senão pelo próprio umbigo. Lamentavelmente, não são poucos os exemplos de pessoas que na aparência são fortes eleitos para o céu. No entanto, na interioridade são como era André Luiz.

Quando acreditam na continuidade da vida além da morte, se sentem muito seguras de que estarão no céu tão logo cerrem os olhos. Mas, a história que contamos mostra que não é bem assim.

Quando digo que devemos nos preocupar é porque devemos observar se não estamos cometendo o mesmo erro do André. Não devemos nos enganar achando que ficar no “meio do muro” traz alguma vantagem para nós.

Ser morno como o André Luiz foi nos levará aonde? Eu não sei, meus amigos, mas pode ser que estejamos muito enganados acreditando que “não fazer o mal” é o suficiente.

Por isso, vamos observar nossas atitudes, nossos pensamentos e sentimentos. Fazer o mal não é apenas machucar fisicamente alguém.

Fazemos o mal quando o desejamos o fracasso de outra pessoa, quando sentimos inveja, quando não temos empatia e compaixão pela dor do outro.

Fazemos o mal quando nos deixamos levar pelo comodismo, quando não trabalhamos pelo nosso crescimento e acreditamos que viver é uma experiência ruim.

Há muitas formas de não trabalhar pelo nosso progresso e muitas delas está associada ao nosso comportamento e atitudes.

O Nosso Lar deveria nos deixar preocupados porque muitas vezes a história do André é a nossa história. É como se estivéssemos tendo a oportunidade de antever o nosso futuro.

Mas e aí, o que faremos para que nosso futuro não seja o mesmo dele? Será que vamos simplesmente continuar achando que não é com a gente?

Fica a reflexão. Se for preciso, leia ou assista de novo e veja se você não se encaixa no que a história está contando. E se encaixar, ainda é tempo de mudar. São esses exemplos que nos mostram que caminho não seguir. Esse é o propósito da história do André.

E que a preocupação que o filme causa seja motivadora de mudanças, que é o que estamos precisando.

Paz e luz!

Você também pode querer ler: Quanto de verdade você é capaz de suportar?

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Sobre o Autor

Lidiane Franqui
Lidiane Franqui

Eu tenho uma missão e quero cumpri-la com amor e paciência. Cada texto ou reflexão minha é parte dessa missão e eu vos convido a fazer parte dela.

2 Comentários

  1. Moliére cunhou a frase “Não somos responsáveis somente pelo que fazemos, também pelo que deixamos de fazer.” Eu gosto de dar a essa frase uma cor mais real, no sentido de acordar mesmo para nossas necessidades de melhoria, “Não somos responsáveis somente pelo mal que fazemos, mas também pelo bem que deixamos de fazer.” Somos todos responsáveis pela atual situação planetária e somos a força propulsora capaz de alterar esse estado.
    Belo texto, vc nos tira do fenômeno e nos convida a reflexão do que ele buscou dizer com todas aquelas páginas escritas. Parabéns!!⚘


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