Reflexão sobre Iniciação nos Estudos Herméticos

Reflexão sobre Iniciação nos Estudos Herméticos

Os estudos herméticos apresentam-nos a uma palavra: iniciação. Ela é amplamente utilizada. Ao mesmo tempo que iniciação está associada a algo que tem início, no sentindo que estamos trabalhando aqui, tem relação também com fim, ou melhor, com morte. 

Para entender o que é a iniciação precisamos entender também o sentido da morte, o que ela representa nesse contexto. Sabemos que a única certeza na vida é essa: vamos morrer. Nascemos em um mundo em que seremos devorados pelo tempo, tal qual o mito de Saturno. Essa é a primeira e grande lição das Iniciações.

Não obstante a morte seja certa, a grande maioria das pessoas não querem pensar sobre o assunto e preocupam-se em demasia com “quando ela irá chegar”. E com isso, ignoram questões mais importantes, como de que maneira estaremos ao chegarmos “lá”, o que realizamos aqui, que sentido teve a vivência antes da grande passagem. 

Em se tratando de iniciação, entender a morte é a maior das lições, pois a se tornar iniciado, vamos inevitavelmente passar por esse processo, mesmo estando materialmente “vivos”. E, para morrer, não devemos temer a morte. Por isso, é tão importante falar sobre o assunto quando estamos na condição de iniciados, seja em uma ordem propriamente dita, seja no caminho iniciático solitário. 

Desde tempos mais remotos, as iniciações simulam um processo de morte, em que o iniciado é posto em uma “posição” que simbolize a negritude, a escuridão. O início dos estudos representa o renascimento, mas antes, o iniciado precisa morrer, deixando para trás o que não serve mais no novo caminho. Esta escuridão, onde ele permaneceu por éons, até “ver a luz” do conhecimento, é denominado na Alquimia pela fase de putrefação. 

Diversas imagens alquímicas representam esta fase, tendo esqueletos, caixões, cavernas, túmulos e crânios como maiores símbolos, ao lado do Corvo, a ave que representa o Nigredo ― fase que representa a morte mística. 

Na condição de iniciados estamos associados a Saturno, ao chumbo, que é o metal mais grosseiro. Do ponto de vista psíquico, a alquimia visa transformar não o metal em si, mas a alma que, associada ao chumbo, é grosseira.  Quando iniciamos os estudos, saímos da escuridão da ignorância para adentrar na luz do conhecimento e renascermos. 

Ao estudarmos o sentido das iniciações, sejam elas solitárias, sejam elas ritualísticas, percebemos que hoje em dia nada mudou. Continuamos passamos pelos processos de morte de renascimento, pois o novo nunca virá se o velho não ceder lugar para ele. 

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Sobre o autor | Website

Estudiosa de Hermetismo, Alquimia, Tarô e Cabala. Interesse especial em Iconografia Alquímica. Idealizadora da Página Hermetismo e Alquimia, do Grupo de Estudos Herméticos conteudista do Projeto Mulheres da Magia.

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