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O Soltar e o Efeito Zenão: entendendo esses conceitos de forma simples

O Soltar e o Efeito Zenão: entendendo esses conceitos de forma simples

Hoje vamos falar sobre dois assuntos muito conhecidos por aqueles que estudam Mecânica Quântica: o soltar e o Efeito Zenão. 

Além de serem muito conhecidos, geram bastante dúvidas na pessoas, que confundem o soltar com não fazer nada e acabam entendendo tudo diferente.

Então, resolvi pesquisar um pouquinho e tentar explicar de forma bem didática para ajudar a compreender melhor. Vamos lá?!

Afinal, o que é “o soltar”?

Muitas pessoas confundem esse conceito, mas como o Hélio Couto diz não é “não fazer nada”. É justamente o contrário. Vejamos um trecho publicado no blog dele:

Soltar não é deixar correr ou não fazer nada. É justamente o contrário. O conceito de ação através da não-ação precisa ser muito bem meditado para ser entendido. Já que esse conceito é um sentimento. Intelectualmente pode se pensar que é não fazer nada e esse é o perigo da inação.

O soltar é interno, é um desapego interno, filosófico, existencial. É uma visão de mundo completamente antagônica ao apegar-se ao mundo. É estar no mundo, mas não ser do mundo. (1)

O que podemos apreender disso?

O Soltar exige desapego. Por exemplo: você quer muito uma coisa. Pensar o tempo todo nisso, colocando pressão (ansiedade), paralisa o processo. É preciso desapegar-se para que as coisas aconteçam. Vamos ver exemplos práticos.

Estou desejando muito obter alguma coisa — um carro. O que devo fazer? Metalizar o carro todo dia, colocando ansiedade e repetindo o tempo todo “quero o carro”, “quero o carro”?

Não.

O que devo fazer é escolher o que eu quero — modelo do carro, cor, ano etc — e soltar. Não tem que ficar repetindo, lembrando todo dia, suplicando pra Deus, olhando na garagem se o carro aparece lá… nada disso. Se fizer desse jeito, coloca pressão no processo e acontece o Efeito Zenão (que vamos falar depois).

Quando eu solto eu me rendo ao Todo. Como diz o professor Hélio, o soltar é um ato de rendição ao Todo. Eu não vou simplesmente não fazer nada e esperar que “caia do céu”.

Eu vou focar em criar condições para que o carro venha. Do mesmo modo, se estou preocupando com um problema, de nada adianta ficar o tempo todo pensando: “ai meu Deus, como vou resolver?” “Nossa, que problema eu tenho“. “Ah, meu problema é muito grande!

Pensar o tempo todo naquilo cria foco no problema. A atitude é soltar e entregar, com a certeza de que as condições necessárias para que as coisas se resolvam — ou para que o carro venha — serão criadas por você ou por terceiros.

Enquanto você solta o problema, pode ir viver sua vida. Como o professor fala: vá se divertir. Assista um filme. Veja a novela. Vá passear com os amigos. Vá estudar. MUDE O FOCO.

Entregue e confie. Mas, lembre-se de que isso deve ser feito com sentimento sincero. Não adianta fingir. O campo eletromagnético responde à frequência do sentimento.

Por isso, é preciso estar em fluxo com o todo para que  soltar seja instantâneo.

o soltar e o efeito zenão

Soltar é um rendição

Compreendi melhor esse “negócio de soltar” quando o professor disse que se trata de uma “rendição do ego que se coloca a serviço do Todo“.

Vejamos o que isso quer dizer.

Se você tem ligação direta com o Todo, o soltar sempre vai parecer a coisa certa a se fazer. Isso acontece porque você tem completa confiança no fluxo de abundância do Todo.

A pessoa que se sente assim, que está unificada, sabe que não está sozinha e que, aconteça o que acontecer, não haverá escassez, pois o Todo é pura generosidade.

Lembro-me  que quando eu era mais jovem — nunca tinha escutado falar em Hélio Couto, Mecânica Quântica — usava o soltar e não sabia.

Se tinha algum problema, eu dizia: “Ah, não vou me preocupar, pois Deus proverá“. Assim eu não perdia noite de sono, nem perdia tempo me preocupando. E as coisas sempre se resolvia de um jeito ou de outro.

Isso é soltar. Não é simplesmente não fazer nada. É não focar na pressão. É entregar ao Todo. É o ego se render à vontade do Todo, porque sabe que ele tem todas as respostas.

Então, você solta o problema, o carro, a dívida, o relacionamento… você confia. E continua emanando alegria, gratidão, abundância. E você continua criando condições para que as soluções apareçam, ou seja, você foca na solução e não no problema.

Esta é a razão de parecer que se está falando “grego” quando se fala de soltar. Porque é tão difícil entender o conceito? E ainda mais aplica-lo? Porque é preciso primeiro esta rendição do ego. Rendição incondicional.

O Todo decide o que for melhor. E está bom assim. E neste ponto é preciso deixar claro uma coisa: todos os seres do universo tem de passar e passam por esta decisão. Não importa o nível de iluminação, de poder, de emanação, de prioridade na criação, desde o primeiro ser emanado até todos que estão sendo emanados agora e serão no futuro, todos se veem com este dilema existencial.

É preciso aceitar o Todo e render-se ao Todo. E isso acontece todos os dias, todos os minutos, todos os segundos de existência do ser emanado. No passado, presente e futuro. A decisão de render-se é contínua o tempo todo. Pois, o ego nunca deixa de existir. E o ego tem de optar sempre. (Hélio Couto) (2)

Onde entra o Efeito Zenão nisso?

Antes de mais nada, é preciso dizer que o Efeito Zenão é um processo quântico. Nas palavras do Hélio: ele ocorre quando a observação de um sistema impede que ele mude de estado, ao passo que, se ninguém estivesse observando, ele mudaria. 

Sabe o leite que a gente coloca para ferver? Quem nunca ficou intrigado com o fato de que, ao olhar ele não ferve nunca; mas basta mudar a atenção um minutinho e ele não só ferve, mas trasborda e faz aquele bagunça?

Pois é. Ficou olhando esperando ferver: ativa o Efeito Zenão, paralisando o processo. Tirou o foco, ou seja, soltou; o processo se desenrolou.

Todo apego cria um efeito Zenão, que paralisa o processo de manifestação do que se deseja. Quanto mais apego menos resultados temos. Por conseguinte, toda ansiedade paralisa tudo. Quanto mais força se coloca menos resultados. (Hélio Couto)

o soltar e o efeito zenão

A questão é que o ato de observar paralisa a realidade. Segundo informação no livro Negócios In-formados (Hélio Couto e Mabel Dias), demostrou-se em laboratório que observar o átomo de um elemento radioativo — sem interrupção —, faz com que ele fique nesse estado para sempre.

O decaimento nuclear que era esperado, não acontece. Não há transição de estados, ou seja, o ato de observar congela a realidade, impedindo as transformações que ocorreriam. Isso não é especulação. É física.

Então, quando você não solta, colocando ansiedade, paralisa. Ficou mais fácil entender?

A chave para entender o efeito Zenão quântico é lembrar que a cada observação ou medição, ocorre um colapso da onda quântica. Os sistemas em questão envolvem uma lenta transição de um estado para outro. Ao observar constantemente um sistema, provocam-se colapsos constantes para o estado inicial, e ele nunca completa a transição para outro estado.

Então, quando você quer resolver um problema e, em vez de tirar o foco dele, acaba colocando foco nele, impede que ele “mude de estado”, ou seja, que as transformações aconteçam.

A solução não vem. O carro ou apartamento, não vem. O grande amor, fica só no campo dos sonhos.

Inclusive, o Experimento da Dupla Fenda — que explicamos melhor no artigo: “Entendendo o Experimento da Dupla Fenda” — tem tudo a ver com soltar e Efeito Zenão.

Nesse experimento, ficou provado que todas as vezes que o elétron era observado incessantemente, ele ficava paralisado, inerte.

Mas, quando ninguém observava, ele não só se comportava como onda-partícula — era onda e partícula ao mesmo tempo —, mas sumia e aparecia em outro lugar e outros episódios característicos das esquisitices quânticas.

Conseguiu entender melhor?

Podemos dizer, trazendo para o lado prático da vida, que talvez seja o Efeito Zenão que tem impedido você esse tempo de realizar seus objetivos. Toda vez que você colocar dúvida e ansiedade, paralisa o processo. Toda vez que você solta, ele segue o fluxo.

Para finalizar, vou usar o exemplo do professor Hélio Couto que mais gosto para explicar isso tudo.

Quando você vai ao restaurante e pede um prato no cardápio, você deixa ele ir fazer o pedido na cozinha e espera ele trazer quando está pronto ou fica o tempo todo chamando o garçom dizendo:

Não, não.. espera aí. Não quero mais isso. Agora é outro prato.

Não estou muito certo se o cozinheiro vai fazer a comida.

Esses questionamentos podem até não impedir que a comida venha, mas com certeza atrasará em muito a hora do jantar.

Do mesmo jeito é com o Universo. Você pede um carro, apartamento ou a realização de qualquer objetivo mas coloca dúvida o tempo todo, fica colocando ansiedade. Desse jeito não funciona.

O melhor é soltar e se render totalmente à generosidade do Todo.

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Sobre o Autor

Lidiane Franqui
Lidiane Franqui

Eu tenho uma missão e quero cumpri-la com amor e paciência. Cada texto ou reflexão minha é parte dessa missão e eu vos convido a fazer parte dela.

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