Neutralizando o Karma

Neutralizando o Karma. Reflexão com base no texto de Jean Dubuis sobre o Karma. Neles, refeltimos sobre o processo de neutralização do Karma.

Neutralizando o Karma

Fazendo meus estudos, fiz uma leitura muito interessante sobre Karma. Esse termo, de difícil compreensão, foi colocado pelo autor do texto (Jean Dubuis) de forma que não tinha ainda visto e pareceu fazer muito sentido para mim.

O bom entendimento da lei do Karma nos leva a não aceitá-la, mas a neutralizá-la e controlá-la.

O Karma e a Lei de Equilíbrio

De acordo com o Dubuis, o Karma é o resultado da Lei de Equilíbrio, uma lei universal e fundamental da criação, que equilibra as energias no mundo.

Para compreender o Karma desse ponto de vista, Dubuis utiliza como exemplo a Cabala que, segundo ele, ajuda a compreender o karma como resultado dessa lei fundamental.

Em outras palavras, existe tanto positivo quanto negativo no universo. Na origem de tudo, o pêndulo passa alternadamente de cada lado da posição neutra de equilíbrio.

Essas oscilações são necessárias para o movimento, a base da evolução. Essa lei, em sua aplicação a seres conscientes – seres humanos em particular – mostra um duplo aspecto, o que dificulta seus mecanismos para que todos possam entender.”

Objetivo da Lei de Equilíbrio

O objetivo da lei é fazer o homem tornar-se “aquilo para o qual foi feito”, a semente divina no homem deve dar fruto. Mas primeiro, há um movimento de involução e a Lei manifesta-se como uma pressão para essa involução.

A semente divina cresce, criando suas raízes até o nível da matéria mais densa para que o cordão umbilical seja cortado. Até que isso se consuma, a Lei de Equilíbrio “manda o homem para baixo”. 

Interessante esse ponto, pois coloca aqui mais uma vez a importância da matéria e da experiência nela. Na Alquimia, diz que Saturno (o corpo físico) é o vaso do Espírito, ele é necessário para a manifestação do espírito.

Enquanto o homem está nesse processo de involução, de criar raízes na matéria, o “Bem” para ele representa tudo o que o materializa, tudo o que o densifica. 

Iniciação do Nadir

Esse processo ocorre até a “Iniciação do Nadir”, quando o homem chega ao ponto de materialidade, de densificação máxima e chega ao fim da descida para a matéria.

A maioria de nós está passando por essa iniciação, que é quando se invertem os valores que antes eram dominantes. 

A partir de então, o “Bem, o Bom e o Torna-se” deixa de ser o que o densifica e passa a ser o que o “liberta das garras” da matéria. É quando passamos a rejeitar a matéria. A Lei de Equilíbrio passa pressionar o homem para a evolução. 

Entretanto, Dubuis explica que tudo tem o seu tempo e que qualquer tentativa de retornar à evolução antes de concluir a Iniciação do Nadir é um erro que o Karma impedirá de ocorrer.

O Caminho do Retorno deve ser feito na hora certa, do contrário, sob o efeito da Lei, o Eu Superior é empurrado para a involução. 

Mas, após a Iniciação, no momento certo, o Eu Superior nos leva à evolução. Deve ser o que os esoteristas chamam de “Despertar”.

De fato, há um momento em que o caminho passa a fazer sentido, o momento em que “acordamos” para a realidade e nossa Alma tende a buscar a subida, a evolução.

Tendo a Cabala como ponto de vista, nossa estrutura do ser, nossa Árvore da Vida, apresenta problemas porque durante a “involução”, a descida à matéria, sofreu muito.

Durante esse processo ocorreu o enfraquecimento dos nossos centros de energia, a desarmonização deles e, em alguns casos, até mesmo a interrupção deles. A descida à matéria, o processo de involução deixa nossa Árvore doente.

Para curar nossa estrutura, que é nossa Árvore da Vida, é preciso reabilitá-la gradualmente, ao longo de muitas encarnações.

É necessário essa recuperação, pois o mau estado da Árvore no Ser Humano impede que ele se conecte à vontade do Eu Superior. 

Entretanto, Dubuis alerta que é é inútil pedir à natureza um esforço especial de cura se a causa da doença (principalmente devido a comportamento incorreto) permanecer.

Neutralizando o Karma

Mas afinal, como a Lei de Equilíbrio pode atuar na nossa realidade material? De acordo com Dubuis, cada um cria sua própria vida através das energias dos seus centros de consciência. Por isso, é importante estar com esses centros da Árvore da Vida saudáveis, em equilíbrio.

Pelo que entendi, isso é necessário para neutralizar o Karma. De acordo com a Cabala, esses centros têm poderes mágicos (ou divinos).

Ao contrário do que muitos pensam, nossas ações passadas não são depositadas em uma conta bacária cósmica que faz o resgistro do que fizemos de bom ou mau, na base o “olho por olho, dente por dente”. Essa concepção de justiça é relevante apenas no mundo físico.

Neutralizando o Karma.

De acordo com Dubuis: “O problema do bem, do mal ou da vingança não surge nos planos espirituais. Existe apenas desequilíbrio energético nos centros sephiróticos dos seres humanos“.

A restauração do equilíbrio energético é que neutraliza, imediatamente, tudo o que chamamos de Karma.

Certamente, aquele que, neste mundo e após a Iniciação do Nadir, não age em relação à sua evolução ou à de seus semelhantes, certamente desequilibra suas próprias energias e cria uma situação física desarmônica para si mesmo, tão fisicamente doloroso quanto impede a natureza de agir.

Como fazer o trabalho corretivo?

Para melhorar nossas circunstâncias cármicas, é preciso um sério estudo de nós mesmos e, Dubuis aconselha: da Cabala também.

É preciso conhecer o nível de energias das nossas Sephiroth e analisar questões como tendência á raiva, ao orgulho e a outras questões que vão requerer rever nossos alinhamentos com esses centros de energia.

De acordo com Dubuis, “o estudo de sete letras duplas da cabala e seus atributos em particular, é uma ajuda poderosa nessa área“. 

Este estudo é comparável, no que diz respeito à cura da Árvore da Vida em nós, ao diagnóstico do médico no corpo físico.

Bom, pessoas, essa foi a reflexão que tive esta semana, tendo como base o texto de Jean Dubuis. Espero que tenha ajudado vocês também.

Para finalizar, trago essa frase: “Cada ser na terra é filho de seus feitos”. Espero que ela nos recorde a importância de nos responsabilizarmos por nossa evolução. Não vamos colocar nas mãos de outros essa tarefa e, assim, seguiremos neutralizando o Karma.

Estude, metide, reflita. Seja qual for o seu caminho, trilhe alinhado com a SUA verdade.

Gostou deste texto? Leia também o artigo “Energia e Matéria, de Jean Dubuis“.

Sobre o autor | Website

Meu nome é Lidiane Franqui. Sou escritora e autodidata. Na minha jornada de autoconhecimento, tenho me deparado com áreas de estudo como Hermetismo, Alquimia, Kabbalah, assim como áreas mais modernas como a Mecânica Quântica e a teoria monista do Universo. Seja bem-vindo e espero que aprecie o conteúdo compartilhado neste blog!

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