Livro “A Vida Divina” – A Aspiração Humana (Parte 1)

Livro “A Vida Divina” – A Aspiração Humana (Parte 1)

Saudações, amigos!

“Todas as possibilidades do mundo no homem estão esperando como a árvore espera em sua semente.” (Sri Aurobindo)

Não poderia deixar de começar o estudo deste livro incrível sem citar essa frase que é uma das mais significativas de Sri Aurobindo — pelo menos para mim. Recentemente, fui apresentada a este incrível “Ser de luz” e a esta obra que está sendo bastante importante para meu despertar e elevação de consciência.

O livro “A Vida Divina” chegou até mim pela indicação de uma amiga e por meio do yoga, que é uma das grandes descobertas que fiz este ano. Ao iniciar a leitura, percebi que tenho muito o que aprender e resolvi compartilhar aqui no blog minhas anotações. Deste modo, além de enriquecer minhas reflexões sobre esta leitura tão profunda e bela, posso compartilhar com vocês e ajudá-los também nos seus caminhos.

É importante destacar que não tenho a intenção de transcrever, na íntegra, os capítulos e sim minhas reflexões sobre eles. Desse modo, serão respeitados os devidos direitos autorais, tanto no estudo desta obra como em outras.

Começamos então pelo capítulo I, intitulado: A Aspiração Humana.

A Aspiração Humana – A Vida Divina

O autor começa o capítulo nos dizendo que a primeira preocupação humana ao despertar — e, inclusive, ele nos diz que essa pode ser considerada também nossa preocupação inevitável e última —,  se manifesta no pressentimento da divindade, em um certo impulso à perfeição, na busca da Verdade pura e da Beatitude, e no sentido de uma secreta imortalidade.

Segundo Sri Aurobindo, trazemos em nosso mais profundo o pressentimento da nossa divindade, da nossa essência divina, e por que não dizer, daquilo que realmente somos. Mesmo que estejamos em uma sociedade que parece totalmente exteriorizada, muitas pessoas já não se satisfazem mais com os aspectos externos. Hoje vemos uma humanidade insatisfeita que busca retornar aos seus anseios primevos, ou seja, de outrora.

A Vida Divina

Por mais que a gente passe por anos, séculos e até milênios de ceticismo, essa “Aspiração”, esse pressentimento de “Quem Realmente Somos” nos traz de volta a querer estabelecer uma “aspiração ou realidade imortal mesmo habitando uma moradia mortal“.

Um trecho muito interessante deste capítulo me chamou atenção:

Conhecer, possuir e ser o ser divino em uma consciência animal e egoística, converter nossa mentalidade física crepuscular ou obscura em uma plena iluminação supramental, construir paz e uma beatitude autoexistente onde há apenas uma tensão de satisfações transitórias assediadas por dor física e sofrimento emocional, estabelecer uma liberdade infinita em um mundo que se apresenta como um conjunto de necessidades mecânicas, descobrir e realizar a vida imortal em um corpo sujeito à morte e à mutação constante — isso é o que nos é oferecido como a manifestação de Deus na matéria e como o objetivo da Natureza em sua evolução terrestre.

Lendo o trecho acima, logo nos colocamos em posição de desânimo e, embalados por essa emoção, exclamamos: “realmente é muito complicado ser a manifestação de Deus na matéria diante de todas essas contradições. É muito difícil para nós esse intento, pois são muitos os desafios”. A verdade é que vemos um verdadeiro paradoxo, que também é uma eterna verdade, que é a vida divina em um corpo animal.

Ousamos, inclusive, a acreditar que seja impossível, pois para nosso intelecto material essas contradições por si só são suficientes para colocar em prova a validade dessas ideias. Mas a questão é que, como diz Sri Aurobindo, toda essa oposição faz parte do “método mais profundo da Natureza e o selo de sua mais completa aprovação”.

Não, meus amigos, essas contradições não devem nos desanimar. Elas são frutos apenas de um problema de harmonia e, como diz o autor, “surgem da percepção de uma discórdia não resolvida e do instinto de um acordo ou unidade não descobertos“.

Nosso desconhecimento (ou esquecimento) da “unidade” — com Deus e com toda a vida existente —permite este desânimo. Para a natureza mais animal do homem é possível não só que ele desanime com essas contradições, mas que se contente com uma “discórdia não resolvida” ou com o esquecimento da unidade, o que não é possível a uma mente completamente desperta.

A mente completamente desperta sabe que “todos os problemas da existência são essencialmente problemas de harmonia” e que toda a Natureza busca harmonia, seja na esfera da vida física e da matéria, seja no campo da mente e de suas percepções.

Será mesmo apenas “um problema de opostos”?

Revendo o trecho de Sri Aurobindo citado anteriormente, e como estudante da Filosofia Hermética, impossível não ver nesse “problemas de opostos” o Princípio de Polaridade que, sendo uma Lei Universal, está presente em tudo, inclusive em nós.

Vejamos:

“… o ser divino em uma consciência animal e egoística.”

“…mentalidade física crepuscular ou obscura em uma plena iluminação supramental.”

“…liberdade infinita em um mundo que se apresenta como um conjunto de necessidade mecânicas.”

“… vida imortal em um corpo sujeito à morte e à mutação constantes.”

Vemos acima nada menos que polaridades: em um pólo a consciência animal e no outro a Consciência Divina. Nosso pleno desenvolvimento ou iluminação plena é nossa caminhada, nossa ascensão de um pólo ao outro. Parecem opostos, mas são apenas polaridades, a mesma coisa que diferem uma da outra apenas por uma questão de grau.

Continua na Parte 2, onde vamos continuar estudando o Capítulo I do livro “A Vida Divina”, mais especificamente sobre a evolução da Vida na Matéria e a evolução da Mente na Matéria. Vejo vocês lá também!

 

Bibliografia consultada:

A Vida Divina – Sri Aurobindo

Sobre o autor | Website

O que eu poderia dizer se não que sou uma estudiosa dos assuntos ocultos? Apaixonada pelo místico, pelo oculto e pelo que há além da materialidade, eu sigo estudando, buscando e tirando os véus que estavam cobrindo meus olhos. Quanto mais estudo, mas percebo que há muito o que aprender. Parafraseando o ilustre Sócrates, quanto mais estudo, mas percebo que nada sei. Espero que com minhas anotações neste blog, eu possa auxiliar quem quer que chegue por aqui.

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