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História da Magia: Mesopotâmia e Pérsia

Magia
Escrito por Lidiane Franqui

Saudações, meus amigos!

Dando continuidade à nossa série sobre as origens históricas da Magica, vamos falar hoje sobre Mesopotâmia e Pérsia. Vamos passear um pouco sobre o que se tem notícia da origem da magia nessas antigas civilizações. Mas antes, quero convidar você a ler nosso artigo: História da Magia: Mitos e Fábulas. Assim, você começa a acompanhar nossa série sobre o assunto.

Vamos lá saber sobre as origens da Magia na Mesopotâmia e na Pérsia? Boa leitura!

Origem da magia na Mesopotâmia

Sabe-se que a escrita no ocidente surgiu há mais de cinco mil anos, entre os povos mesopotâmios. Esse evento, inclusive, marca o início da história propriamente dita.

Mas, o que a magia tem com isso? A história dos povos da Mesopotâmia foi preservada em registros muitos antigos e nesses registros foram encontradas referênciaspode-se até dizer as primeiras — sobre práticas mágicas.

De acordo com a História, toda a magia que se tem notícia da Mesopotâmia tem suas origens enraizadas nas mitologias associadas a Cosmogênese e, sobretudo, à Antropogênese. Da mesma forma acontece com a magia egípcia.

“Mágica e religião para os povos da Antiga Mesopotâmia eram partes inseparáveis de um mesmo todo, pois tanto uma quanto a outra eram vistas como o traço de união entre a realidade física e palpável e as esferas mais sutis da existência.

Daí por que quase todas as invocações e encantos grafados em escrita cuneiforme em geral contém a expressão “Pelo Duranki”, ou seja, pela união de Céu e da Terra. Era através da mágica, por outro lado, que os mesopotâmicos antigos procuravam entender o universo como uma realidade animada e multifacetada, sendo que a prática das artes mágicas visava fundamentalmente tentar afetar fatos ou prever acontecimentos da vida real e do mundo físico.

A distinção entre mágica e religião, portanto, fica cada vez mais tênue neste contexto, porque a prática de mágica na
Mesopotâmia era praticar religião, uma vez que as artes mágicas eram postas em prática por sacerdotes e sacerdotisas especializados para os mais diversos fins. Portanto, neste contexto, a religião também era vista como um ato mágico.
BABILÔNIA BRASIL, 2005

Na antiguidade, o que hoje conhecemos como “magia” era confundido com religião, mas era tido como a área do conhecimento científico. Quando o assunto era medicina, física e metafísica andavam de mãos dadas para obter a cura para as doenças.

Naquela época, acreditava-se que as doenças tinham causas sobrenaturais como a ação de espíritos, deuses, demônios e outras entidades paranormais. Relacionava-se cada doença a uma entidade, como por exemplo, Lamashtu, um demônio feminino muito temido, capaz de provocar anemias profundas, depressão e até mesmo a morte.

Na Mesopotâmia, existiam dois tipos de médico-sacerdote-mago: o Ashipu, fazia o diagnóstico da doença determinando a “assinatura” do espírito ou deus causador do mal. Em certos casos, a doença resultava de algum grande erro ou pecado cometido pelo enfermo. O tratamento consistia então de evocações e encantamentos destinados a apaziguar o espírito causador ou anular a aura negativa do mal feito do paciente.

Em questões mais complexas, o próprio Ashipu remetia o doente ao Asu, um especialista em remédios herbáceos, um “físico”, como eram chamados. Em caso de feridas em geral, o Asu preparava receitava banhos, fazia bandagens, ataduras, enfaixamentos, preparava e aplicava emplastros e ungüentos.

Sobre a autora

Lidiane Franqui

O que eu poderia dizer se não que sou uma estudiosa dos assuntos ocultos? Apaixonada pelo místico, pelo oculto e pelo que há além da materialidade, eu sigo estudando, buscando e tirando os véus que estavam cobrindo meus olhos. Quanto mais estudo, mas percebo que há muito o que aprender. Parafraseando o ilustre Sócrates, quanto mais estudo, mas percebo que nada sei. Espero que com minhas anotações neste blog, eu possa auxiliar quem quer que chegue por aqui.

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