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Entendendo o experimento da Dupla Fenda

Entendendo o experimento da Dupla Fenda

Ao adentrar no campo de estudo da Mecânica Quântica, nos deparamos com um experimento chamado Dupla Fenda, feito há mais de duzentos anos pelo físico Thomas Young.

Afinal, o que o experimento da dupla fenda tem de tão importante?

Antes de entendermos a dupla fenda, vale a pena destacar que a física clássica — que estudamos na escola e até então a comunidade científica em peso tem como certa e única — vem sendo sacudida por uma série de descobertas, abrindo espaço para um novo campo de estudos — que é a Mecânica Quântica.

Apesar do assunto ser a moda do momento, muita gente pode deixar de entender o que realmente ele significa e como pode nos ajudar.

De um lado um grupo de físicos que acreditam nas teorias quânticas lutando para serem ouvidos, de outro a comunidade científica torcendo o nariz para admitir a veracidade dessas teorias e, por fim, de outro, diversas pessoas que estão indo na onda do momento, mas que não sabem, de fato, o que tudo isso significa.

E nós, de que lado estamos?

Estamos buscando conhecimento, tentando entender não só a “física da coisa”, mas de que forma ela interfere no nosso dia a dia.

Para que compreendamos melhor, acho prudente abordar diversas questões, para que o experimento da dupla fenda seja entendido com maior facilidade.

Vamos começar analisando o paradigma atual, que está alicerçado em uma visão de mundo onde a matéria origina tudo. É o chamado paradigma materialista — também conhecido como cartesiano-newtoniano. Isso se deve ao fato de que ele está baseado na Física Clássica e nas ideias de Isaac Newton e René Descartes.

Então, vivemos em um modelo de realidade que dividiu o mundo em mente e matéria, em que o primeiro está no domínio da religião e o segundo no domínio da ciência. Foi a partir disso que crescemos acreditando que ciência e espiritualidade não se misturam e assim será sempre.

Então veio a Mecânica Quântica, com suas esquisitices, com seus elétrons que podem ser onda e partícula ao mesmo tempo, com objetos quânticos que interferem no comportamento um do outro mesmo a longas distâncias, com sua característica probabilística e finalmente, com a ideia de que tudo é energia e não matéria.

Tudo, tudo! Sofá, parede, árvore, cachorro, gato, eu, você. Tudo é energia em movimento vibrando em determinada frequência.

Isso mesmo! Percebeu o terremoto que isso causa no paradigma atual?

Tudo é energia, e o que isso significa?

Foi Max Planck que descobriu que a energia não é algo contínuo e sim pequenos pacotinhos, que ela é quantizada, ou seja, que não apresenta valores contínuos.

Foi a partir daí que a natureza da matéria começou a ser estudada com mais atenção e o resultado foi: no fundo, toda a matéria é na realidade energia. 

Esse era só o começo de uma revolução que até hoje está sacudindo o mundo e deixando de cabelo em pé principalmente os físicos. Inclusive, um deles foi Albert Einstein, que preferiu não ir adiante e ficou nos conceitos que poderia determinar.

E o Experimento da Dupla Fenda?

O experimento de Young chegou a mais uma conclusão esquisita aos olhos dos físicos: o mesmo elétron está em mais de um lugar ao mesmo tempo.

Isso quer dizer que, quando ninguém está olhando, ele está probabilisticamente em qualquer lugar do espaço. Estranho, não? Mas é isso mesmo.

Pelo Experimento da Dupla Fenda o elétron pode se comportar como onda e partícula ao mesmo tempo e que o ato de observá-lo muda o seu comportamento. É tanta estranheza que Einstein denominou de “ação fantasmagórica”.

Tudo bem, mas que utilidade prática isso tem?

experimento da dupla fenda

É aí que surge a grande polêmica e um dos motivos pelos quais a Mecânica Quântica é vista com desdém pelos físicos convencionais.

Segundo as teorias quânticas o mundo não é determinado — como a Física Clássica defende. Ele provável, probabilístico, cheios de infinitas possibilidades.

E, como foi demonstrado no experimento da Dupla Fenda, quem determina as coisas que vão acontecer no mundo quântico (micro) é o observador (a consciência). É ele (ou ela) quem decide se o elétron se comporta como onda ou partícula.

Essa teoria defende a ideia de que a realidade não é determinada. Isso significa que ninguém é vítima das circunstâncias, dos outros, do passado, da falta de dinheiro etc.

Os fatos da sua vida são criados, a partir da sua observação, deste campo de infinitas possibilidades — que é o Universo Quântico.

Como tudo o que existe possui átomos e os átomos respondem à consciência do observador, isso significa que você cria a sua realidade de acordo com o nível de intenção e sentimento que você colocar.

É aí que tudo isso começa a ficar metafísico demais e é onde começa a rejeição. Mas felizmente, alguns físicos — como é o caso do Amit Goswami, Nassim Haramein e Fred Ala Wolf — decidiram continuar estudando os conceitos metafísicos da Mecânica Quântica.

Depois de todos esses conceitos — que podem ter dado um nó na sua cabeça —, o que temos a dizer é o seguinte:

Não faz mais sentido dividir o mundo em material x espiritual. Tudo é uma coisa só. Não faz mais sentido ignorar que a matéria não é o centro de tudo. A consciência é que ocupa este lugar.

A grande questão é que as pessoas estão muito relutantes em ver a ciência discutindo e demonstrando conceitos que eram até então abordados apenas pela filosofia e pela religião.

Mas, nós vamos chegar lá. É só uma questão de tempo!

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Sobre o Autor

Lidiane Franqui
Lidiane Franqui

Eu tenho uma missão e quero cumpri-la com amor e paciência. Cada texto ou reflexão minha é parte dessa missão e eu vos convido a fazer parte dela.

3 Comentários

    • Ei Janete, tudo bom?!

      Fico feliz que as informações estejam te ajudando. No começo, a gente fica mesmo um pouco perdida, afinal, é tanta coisa nova, não é mesmo? Por isso tento repassar aqui da forma mais simples o que estou aprendendo para facilitar para quem está chegando. Assim, evoluímos juntos! Grata!


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