O ego não quer o que o Universo quer

ego

O ego é um icebergue. Derreta-o. Derreta-o com amor profundo, para que desapareça e se torne parte do Oceano.” (Osho)

Quase todos os nossos problemas são causados por causa do nosso ego. Ele está tão próximo de nós e tem tanto poder que o confundimos com nosso próprio Eu.

Desde que nascemos, por todos os lados, tudo nos leva a ele. Nossos pais, escola e psicólogos estão empenhados a fortalecê-lo. O homem simples é visto com desdém. Que pena, pois, como disse Osho, “a simplicidade representa a morte do ego”.

Então, estamos aqui, querendo realização e plenitude. Queremos paz. Mas, somos todos ouvidos para uma voz que nos diz: “você deve se encaixar, você deve ascender socialmente, você deve ser poderoso e ser melhor que todos os outros“.

Você deve isso, você deve aquilo. Essa voz nos faz sentir medo. Faz-nos reagir antes mesmo de acontecer algo conosco. Ela nos faz viver na defensiva.

O problema é que enquanto estamos envolvidos nesse jogo, sendo guiados por essa voz, esquecemos de fazer o que é mais importante: sermos nós mesmos, segundo o que viemos fazer aqui.

Nossa Centelha diz: seja artista. O ego retruca: isso não é bom, não traz poder.

A Centelha novamente fala: deixe o amor se expressar através de você. O ego esbraveja: o amor é uma fraqueza.

Assim vamos nos tornando reféns desse pseudo Eu. Mas, ele não passa de uma fantasia, ele é a doença do homem. E, mais uma vez segundo as palavras do Mestre Osho: “‘Tornar-se alguém’ é a doença, e ‘ser’ é a saúde”.

Afinal, o que é o ego?

Não poderia ter referência melhor para defini-lo do que o livro do Osho, chamado “O livro do ego“.

Segundo cita neste livro, o ego é o oposto no nosso verdadeiro Ser. Trata-se de uma ilusão criada pela sociedade. A questão é que quando nascemos, deveríamos ser autênticos — sermos nós mesmos. No entanto, o que acontece é que a partir daí, um falso Ser surge.

Em torno desse Ser — desse nome — erguem-se ambições e condicionamentos. Essa vontade de ser o primeiro em tudo, de conseguir tudo na hora que quer e de “chegar sempre a algum lugar”, é coisa do ego. Essa é a origem de vários sofrimentos.

Para alcançar a realização e a plenitude, devemos começar a ignorar tudo o que a sociedade está dizendo. É preciso ouvir nosso verdadeiro Ser. Ele é soberano, ele é que deve reinar.

O ego vem do conceito de separação

No Universo há apenas uma onda. Desse ponto de vista, como admitir que possa haver alguma separação? Não há você e eu, nós e os animais, nós e Deus, você e os outros seres do Universo. Somos todos um.

Só que esse negócio de “sermos todos um” não agrada nosso ego. Ele quer ser único, poderoso, inigualável. Mas, ele não é. E sofre quando despertarmos e passamos a buscar a unidade com o Todo.

Mas Lidiane, se ele é tão ruim assim, porque existe?

O ego não é de todo ruim, além disso, faz parte de nós. No entanto, ele não é único e não pode querer “tomar o poder” do verdadeiro rei, que é a consciência (Centelha Divina).

Por isso, o professor Hélio Couto diz que precisamos ter um ego forte, pois apenas assim, ele é capaz de descer do pedestal em que se colocou e reconhecer que não é o dono da nossa vida. Uma pessoa com ego forte é aquela em que ele se rendeu à Centelha Divina.

Quando nos conscientizamos que não há separação, pois todos fazemos parte do Todo — todos estamos dentro dele — nos misturamos a tudo que existe. Tornamo-nos uma família cósmica. Então, o ego continua existindo, mas não da mesma forma. Ele se rendeu à vontade do Criador.

Por isso, o que ele quer nem sempre é o que o Universo quer. Enquanto não houver essa rendição, a vontade do ego não estará alinhada à vontade do Todo.

Muitas vezes, o nosso desejo não corresponde ao desejo do Criador porque no fundo quem está desejando é nosso ego. Quando colocamos nossa vida nas mãos do Todo, precisamos deixar esse “falso eu” de lado e permitir que o Universo traga o que é melhor para nós. Como falei em outro texto, damos um cheque em branco para o Todo e dizemos: vai, Pai, faz a tua vontade.

É assim que funciona. Por isso, muitas pessoas reclamam que o Universo não trouxe o que elas queriam. Havia uma divergência entre o que o ego queria e o que era melhor para essas pessoas segundo suas missões de vida.

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Colapso da função de onda: você cria a realidade o tempo todo

colapso da função de onda

Muita gente escuta falar que criamos nossa realidade, mas quantas sabem o que isso realmente significa? Quantos acreditam realmente nisso?

Acredito que a maioria de nós aceita, mas não acredita de fato que isso acontece. Do contrário, seríamos mais cuidadosos com nossas ações, sentimentos e pensamentos.

A Mecânica Quântica atesta isso, por meio de experimentos como a experiência mental do Gato de Schrödinger por exemplo. Para os mais céticos, está aí a ciência provando.

Mas, por que é tão difícil sentir isso a ponto de mudarmos a nossa vida? A ponto de efetuarmos uma verdadeira mudança na forma de viver e pensar?

É a velha mania de achar que tudo é difícil, que só vem com sofrimento. São essas crenças que adquirimos desde há muito tempo. Então, quando dizemos que podemos criar/mudar a realidade com apenas um pensamento, lá no nosso subconsciente achamos que é fácil demais para ser verdade.

É assim que acontece. Nós não sentimos. Mais da metade das pessoas que estão aí falando de Lei da Atração, fazendo visualizações, afirmações e aplicando as mais variadas técnicas, não sentem nada disso como verdade.

O que funciona é o sentir, é o acreditar. Penso, sentiu, criou. Como o Hélio Couto diz, o colapso da função de onde acontece com apenas um pensamento.

Pensou, foi criado na outra dimensão. O que deve ocorrer depois é ter isso materializado nesta dimensão. O problema é que nós pensamos, queremos, mas duvidamos.

Por que dizem que “basta um pensamento”, nós pensamos no que queremos realizar/ materializar. Mas, em vez de partir para o próximo passo — que é trabalhar para a materialização, lançamos diversos pensamentos de dúvida. E quando a dúvida chega, esquece.

Quando duvidamos criamos resistência e a probabilidade que tínhamos criados, deixa de ser probabilidade e volta a fazer parte do oceano de possibilidades. Então, para iniciar de novo o processo de criação, tem que colapsar a função de onda de novo e não criar NENHUMA resistência.

Mas é isso que a gente faz? NÃO.

A gente estraga tudo porque NÃO ACREDITA. Exceto quando colapsamos aquilo que não queremos. Como trazemos crenças de que tem que sofrer, que não somos merecedores etc; ou seja, crenças limitadoras; colapsar a realidade que não queremos é o que mais acontece.

Basta um pensamento não é mesmo? Vamos citar um exemplo: sentimos medo de assalto. Pensamos, então, nesse momento, criamos o assalto. Se aplicássemos imediatamente resistência a isso — como fazemos quando colapsamos algo bom —, o assalto não viria nunca.

No entanto, o que a gente faz? Não só pensa de novo no assalto, mas SENTE medo dele o tempo todo. Lembra que o sentimento é que cria a realidade? Aí podemos ver como estamos encrencados. Por que é muito fácil para a gente quando se trata de criar O QUE A GENTE NÃO QUER.

Vamos refletir sobre isso. Vamos refletir muito. Por que não há nada de sobrenatural no fato de que nós criamos nossa realidade. É comprovado cientificamente. Pensou, colapsou a função de onda, criou na outra dimensão. Trabalha, cria os meios aqui neste, e materializa. Ponto.

O que atrapalha é nosso condicionamento que só acredita em coisa ruim. Então, quando vem algo bom, uma ferramenta ou ciência para nos beneficiar, criamos TODO TIPO de resistência. Enquanto não acreditarmos que somos merecedores de amor, alegria, paz, sucesso etc, não vamos mudar nunca o quadro da nossa vida.

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Se você assistiu/leu “O Nosso Lar” e não ficou preocupado, não entendeu nada!

O Nosso Lar

Você já deve ter escutado falar no livro (e no filme) O Nosso Lar, obra bastante conhecida de André Luiz e que foi psicografada por Francisco Cândido Xavier.

A obra conta a história do próprio escritor, André Luiz, quando chegou ao mundo espiritual após sua morte no plano físico. Durante a história, vemos o tempo em que ele esteve no umbral até ser acolhido e levado para a colônia espiritual Nosso Lar.

Se você leu ou assistiu, sabe muito bem como se passou a história. Então, não preciso detalhar aqui do que se trata. O grande motivo que nos levou a escrever este texto é outro: o que a vivência de André Luiz no mundo espiritual — principalmente no umbral — revelou para nós?

Confesso que quando li o livro e assisti o filme fiquei bastante impressionada, mas nada forte o suficiente para me trazer profundas reflexões. Isso está ocorrendo apenas agora, anos depois.

Se você não ficou preocupado, não entendeu nada!

Isso mesmo! Vejamos o porquê:

André Luiz era uma pessoa socialmente boa. Médico, pai de família, não fazia mal a ninguém — pelo menos aparentemente — … mas também não fazia o bem (não além do que acreditava que o bem significava).

Era visto como um homem da sociedade, respeitado por sua profissão. Apesar de às vezes rude e com um orgulho à flor da pele, aparentemente era um eleito perfeito para o céu.

Na vida pessoal, mantinha a pose de homem de família. Era bastante descuidado com a alimentação — que foi inclusive, motivo de sua morte.

Até então tudo bem, não é mesmo?

Mas chegou o grande dia que sua saúde física não aguentou. Ele morreu ali mesmo, durante o jantar em família. Para sua surpresa — e de todos que o conhecia —, André não acordou entre lençóis brancos no paraíso que muita gente imagina que é céu é.

André estava atordoado no meio da lama. Escutava repetidamente: “suicida, suicida, suicida”. Era completamente enlouquecedora a situação em que o médico estava.

Ficou ali, sujo, em meio a muitas outras “pessoas” em situação deplorável, tendo as piores sensações e que jamais imaginaria. E assim foi por um bom tempo até o dia em que nosso amigo se arrependeu e foi acolhido com amor pelos trabalhadores do Nosso Lar.

Mas o que é tão preocupante assim? Por que eu deveria estar preocupado?

Não sei se esse é o seu caso, sinceramente. Mas, com certeza, é o de muita gente. E isso deve nos deixar vigilantes.

Vivemos em uma sociedade de homens e mulheres de bem. Mas, muitas das vezes isso é apenas aparência. Pessoas que levam a vida de qualquer jeito, ignorando complemente a continuidade da vida.

Por isso, não se interessam senão pelo próprio umbigo. Lamentavelmente, não são poucos os exemplos de pessoas que na aparência são fortes eleitos para o céu. No entanto, na interioridade são como era André Luiz.

Quando acreditam na continuidade da vida além da morte, se sentem muito seguras de que estarão no céu tão logo cerrem os olhos. Mas, a história que contamos mostra que não é bem assim.

Quando digo que devemos nos preocupar é porque devemos observar se não estamos cometendo o mesmo erro do André. Não devemos nos enganar achando que ficar no “meio do muro” traz alguma vantagem para nós.

Ser morno como o André Luiz foi nos levará aonde? Eu não sei, meus amigos, mas pode ser que estejamos muito enganados acreditando que “não fazer o mal” é o suficiente.

Por isso, vamos observar nossas atitudes, nossos pensamentos e sentimentos. Fazer o mal não é apenas machucar fisicamente alguém.

Fazemos o mal quando o desejamos o fracasso de outra pessoa, quando sentimos inveja, quando não temos empatia e compaixão pela dor do outro.

Fazemos o mal quando nos deixamos levar pelo comodismo, quando não trabalhamos pelo nosso crescimento e acreditamos que viver é uma experiência ruim.

Há muitas formas de não trabalhar pelo nosso progresso e muitas delas está associada ao nosso comportamento e atitudes.

O Nosso Lar deveria nos deixar preocupados porque muitas vezes a história do André é a nossa história. É como se estivéssemos tendo a oportunidade de antever o nosso futuro.

Mas e aí, o que faremos para que nosso futuro não seja o mesmo dele? Será que vamos simplesmente continuar achando que não é com a gente?

Fica a reflexão. Se for preciso, leia ou assista de novo e veja se você não se encaixa no que a história está contando. E se encaixar, ainda é tempo de mudar. São esses exemplos que nos mostram que caminho não seguir. Esse é o propósito da história do André.

E que a preocupação que o filme causa seja motivadora de mudanças, que é o que estamos precisando.

Paz e luz!

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Quanto de verdade você é capaz de suportar?

quanto de verdade você é capaz de suportar

Quanto de verdade você é capaz de suportar?

Essa é uma pergunta que sempre nos chamou atenção. O Hélio Couto sempre fala. Muitas pessoas o criticam porque consideram suas palestras muito radicais, duras.

No entanto, a única coisa que eu vejo e que incomoda essas pessoas é o seguinte: a verdade como ela é. Falamos isso para quem está no caminho buscando os conhecimentos que o Hélio passa.

Ninguém é obrigado a concordar com ele, claro. Mas muitas vezes o que acontece é que as pessoas só não continuam assistindo às suas palestras e lendo seus livros porque não conseguem lidar com a abordagem dele.

E que abordagem é essa?

Sincera. Sem meias palavras. O Hélio mostra o preto no branco. E, muitas pessoas não dão conta de ver alguém colocando a realidade como ela realmente é, sem filtros.

Por isso a expressão: quanto de verdade você é capaz de suportar?

É com base na sua resposta que você saberá até onde pode ir e que caminho trilhar. Particularmente, gostamos muito do método do Hélio. Mas, você é livre para procurar outras abordagens.

O importante é saber até que ponto o “não suportar a verdade” pode fazer você desistir. Pode fazer com que seja paralisado pelo medo.

Pode também fazer com que você invente desculpas e mais desculpas para continuar na zona de conforto… Enfim, que o fato da abordagem de determinada pessoa não se transforme em motivo para simplesmente estacionar.

O que acontece hoje em dia — em que estamos em pleno processo de transição planetária — é que o tempo urge. Para quem não sabe, estamos caminhando para uma Terra de Regeneração — ou como os seres de luz dizem: a Nova Terra.

Nessa nova realidade não será mais aceito esse cenário em que estamos. A zona de conforto que permaneceu por milênios, tomada por irmãos negativos que “pintaram e bordaram” esse tempo todo, não continuará.

É por isso que temos notícias de limpezas e limpezas que já foram feitas — e continuam sendo —, em que irmãos que escolheram viver na ausência da luz estão sendo levados para outros planetas.

Em nossa planeta, apenas quem se afiniza com o bem continuará para viver na Nova Terra. Isso significa que precisamos evoluir, melhorar. Não dá mais para ficar estacionado na zona de conforto, meus amigos! Ou estamos do lado da luz ou não estamos.

E não podemos nos enganar acreditando que ficar no meio do caminho traz alguma vantagem. O Hélio sempre diz que tanto “em cima” quanto “embaixo” o pessoal leva o trabalho muito a sério: estudam, trabalham, fazem aquilo que acreditam.

Agora, quem está no meio do caminho, sem querer saber de nada, achando ainda que esses assuntos não se discutem e que é só para os místicos, são apenas mornos. Não têm lado. Estão boiando na existência.

Concordamos que cada um tem o seu tempo, mas como o Hélio diz: o tempo urge. Não temos a eternidade inteira. E então voltamos com a pergunta crucial: quanto de verdade você é capaz de suportar?

Se pensamos que poderemos passar toda a eternidade no comodismo, alheios ao que acontece neste e nos outros mundos, estamos enganados.

Paz e luz!

Em qual paradigma você vive? Preste atenção, pois ele determina como é sua vida!

qual paradigma você vive

Paradigma é como um modelo, algo que serve como padrão. Antes de perguntamos se você vive em um é preciso explicar o que é isso, não é mesmo? Afinal, muitas pessoas não sabem o que é um paradigma.

Segundo o filósofo Thomas Kuhn,

“paradigmas são as realizações cientificas universalmente reconhecidas que, durante algum tempo, fornecem problemas e soluções modelares para uma comunidade de praticantes de uma ciência”

No livro Mentes In-formadas, Hélio Couto define paradigma como: “sistema de crenças em que estamos inseridos e que permeia todas as nossas ações, saibamos disso ou não“.

De forma mais simples, é nada mais que um conceito sobre algo ou alguma coisa que foi estabelecido por uma sociedade. Na maioria das vezes, as pessoas que seguem alguns paradigmas nem sabem quem e o que os estabeleceu, mas eles estão tão enraizados, que são seguidos a ferro e fogo. 

Paradigmas comuns

Podemos viver sob vários paradigmas — bons e ruins. Veja alguns exemplos deles:

  • dinheiro não traz felicidade;
  • minha religião é melhor que a sua;
  • você é aquilo que come;
  • nenhum homem — ou mulher — presta;
  • pau que nasce torto nunca endireita;
  • é muito fácil ser feliz, basta querer.

Como você pode ver, são expressões bastante comuns. A questão é que elas não são apenas palavras. Os paradigmas determinam a realidade de quem os segue.

Quando uma pessoa acredita que “dinheiro é ruim”, que “não traz felicidade” ou que “rico está condenado ao inferno” (isso mesmo, tem gente que pensa isso!), dificilmente terá uma vida financeira saudável.

Como você acha que o dinheiro fluirá para você, se acredita — lá no seu inconsciente — que ele é ruim, que leva ao inferno e que só traz infelicidade?

De forma também inconsciente, você acaba não se afinizando com ele (o dinheiro) e o afastará, assim como afastará todas as oportunidades de atrai-lo.

Do mesmo modo acontece com quem acredita que homem ou mulher não presta. Essa pessoa está fadada a ter relacionamentos desastrosos e tudo isso porque nós atraímos aquilo que acreditamos.

Deu para entender de forma clara o que é um paradigma? Então vamos aprofundar mais!

Paradigma materialista

Assim como existem esses padrões que citamos, há paradigmas mais abrangentes como o paradigma materialista e o sistêmico. Falaremos primeiro do materialista, que também é conhecido como mecanicista.

Por que vamos falar sobre esses paradigmas mais abrangentes? Porque muitas das vezes os outros que citamos estão dentro deles. A principal fonte que utilizamos foi o livro Mentes In-formadas, do Professor Hélio Couto.

O Paradigma materialista — mecanicista, cartesiano-newtoniano — surgiu principalmente com o advento da ciência, como a conhecemos hoje.

Baseia-se nas descobertas de Isaac Newton e mais tarde consolidada pelas ideias de René Descartes, esse paradigma vigora até hoje, dificultando a construção de um novo pensamento, inclusive aqueles defendidos pela Mecânica Quântica.

Infelizmente a sociedade é até hoje fortemente influenciada por essas ideias. Por isso, permanece cristalizada no tempo, sem condições de evoluir e alçar novos voos.

A seguir, veja quais as características desse modelo da realidade:

  • leva em conta apenas a matéria, negando a espiritualidade do Universo (Materialista);
  • divide o homem em duas partes: corpo e mente. Além disso, o separa do resto do Universo (dualista);
  • reduz o funcionamento do Universo e do homem apenas à interações entre os átomos e moléculas (reducionista); e
  • concebe o Universo como um imenso e complexo mecanismo de relógio, cujas peças com defeito devem ser substituídas para restituir o bom funcionamento do conjunto (mecanicista).

Como você pode ver, esse é o paradigma vigente e não é muito difícil identificá-lo. A grande questão aqui é que esse modelo da realidade é que sustenta a linha de pensamento de todas as ciências modernas de hoje: psicologia, medicina, química, física, sociologia, economia etc.

Esse paradigma preza pela individualidade e isso é a causa de muitos problemas no mundo atual. Além disso, privilegia a luta e a competição. Pode-se dizer que a crise que estamos vivemos hoje é o resultado de pensar a realidade desta forma.

Em última análise, podemos concluir que o paradigma cartesiano é o da desunião, como disse o Professor Hélio Couto no livro Mentes In-formadas.

“Separa-se corpo e alma, razão e emoção, o ser humano e a natureza, eu e o outro e por aí vai…”

Veja também: Armadilhas no Caminho da Ascensão

Paradigma Sistêmico

Apesar de hoje em dia vigorar ainda o paradigma cartesiano, uma coisa é certa: nos últimos anos estamos caminhando para uma mudança paradigmática, em que saímos do modelo materialista e passamos para o modelo sistêmico da realidade.

Esse grande passo tem sido possível graças às duas grandes revoluções no campo da Física: a Física Quântica — também chamada de Mecânica Quântica — e a Física Relativística.

A partir de então, surgiram outras maneiras de compreender o Universo, totalmente diferente — poderia até dizer oposta — ao outro modelo.

O paradigma sistêmico — também chamado de holístico ou quântico-relativístico — vem para trazer luz à humanidade, uma vez que descortina o véu da ignorância e nos mostra que é possível sim que espiritualidade e ciência caminhe juntas.

Neste novo modelo de realidade não predomina mais o separatismo e a concepção mecanicista e materialista do universo. Veja a seguir as características mais marcantes desse modelo da realidade:

  • aceita que o livre-arbítrio é uma realidade;
  • aceita a Consciência como realidade última e única;
  • existe vida após a morte física;
  • entende que o Universo foi criado e é mantido por um poder inteligente, uma intenção organizadora e que está em constante evolução;
  • reconhece que as ferramentas para interagir com o meio são a razão, os cinco sentidos, a intuição e os poderes psi;
  • nossa identidade se constitui de: mente, corpo e alma;
  • estamos todos entrelaçados, por isso, não faz nenhum sentido pensarmos em termos de inimigos; e
  • existem seres não-físicos em processo de evolução.

Compreendeu a diferença de paradigmas? O professor Hélio Couto sempre fala que esse novo modelo da realidade resolve nossos problemas atuais, causados em sua maioria pela ideia de separação e pelo forte conceito materialista da vida.

Pelo paradigma sistêmico, os seres estão todos conectados, regidos por uma única consciência que é única e representa a realidade última. Para os materialistas é muito difícil conceber as ideias que a Mecânica Quântica traz, pois vai totalmente de encontro ao que eles acreditam.

E e aí, em qual paradigma você vive? Não se esqueça que ele — ou eles — é que moldam a sua realidade.

O que significa “o despertar Espiritual”?

Despertar Espiritual

Abrir os olhos, acordar. Mas abrir os olhos para quê?

No mundo místico esse assunto é bastante comum. Fala-se muito de despertar espiritual e hoje resolvemos conversar um pouco sobre como encaramos esse evento em nossa caminhada.

Cada um de nós é um universo. Sendo assim, podemos dizer que o despertar acontece de uma determinada forma em cada pessoa, apesar de muita gente compartilhar os mesmos sintomas e situações.

Antes de falarmos em despertar, vamos refletir sobre em que realidade vivemos e da qual precisamos acordar.

Vivemos em um Universo holográfico?

Tudo nos leva a crer que sim, principalmente depois de evidências científicas (como o emaranhamento quântico) que comprovaram que duas partículas podem estar conectadas mesmo quando estão distantes uma da outra.

De acordo com pesquisa realizada em 1982, pela Universidade de Paris, “sob certas  circunstâncias, partículas subatômicas como os elétrons, são capazes de instantaneamente se comunicar uns com os outros, independentemente da distância que os separa. Não importava se estavam a 3 metros ou 10 bilhões de quilômetros de distância. De alguma forma, cada partícula sempre parecia saber o que a outra estava fazendo”(1).

Dentre outras coisas, isso nos leva a acreditar que a realidade objetiva não existe. Apesar da falsa percepção de solidez que apresenta, o Universo está, na verdade, no coração de um holograma gigantesco e bastante detalhado.

Se o Emaranhamento Quântico é real, então ele sugere que o que acreditávamos estar separado — Nós e os outros seres, Nós e Deus etc — está na verdade conectado e a separação das partículas subatômicas é apenas uma ilusão. Isso significa que em um sentido mais profundo todas as coisas no Universo estão interligadas e que a Unidade — e não a separação — prevalece.

“O universo tridimensional em que vivemos é um holograma criado a partir de uma realidade primária que está fora do espaço e do tempo, por isso é uma cópia de algo “real”, por isto não faz sentido, nesse caso em que o nosso verdadeiro EU está em outra realidade. Nossa consciência é a nossa realidade. A consciência é tudo e, portanto, não é nada, já que tudo o que é, é a consciência.”

Com base em tudo isso, se você olhar ao redor — as cidades, os jogos de poder, as guerras, a vida como ela é… — tudo isso é um holograma baseado em algo que é “real”. Lembra-se do filme “Matrix”? É mais ou menos aquilo.

Quando não estamos despertos, não há nada de errado com o mundo lá fora. Vivemos em uma bolha, comandados na maioria das vezes como massa de manobra. Não encontramos um sentido mais profundo na vida e a realidade holográfica e material é o que realmente importa, já que é “palpável”.

Para entender melhor, leia: “Você sabe o que é Engenharia do Consentimento? Isso pode interessar você!

Acreditamos que estamos separados de tudo e de todos e temos muita dificuldade em aceitar algo que fuja desse paradigma. Dançamos conforme a música, literalmente. Vivemos alheios à nossa consciência, que é a verdadeira realidade.

No filme Matrix, Morpheus disse: “Como você define o que é real? Se você está falando do que sente, o que você cheira, prova, vê, então o real são simplesmente sinais eléctricos interpretados pelo seu cérebro.

Se olharmos ao redor, como poderemos ter certeza que não estamos, na verdade, em um sonho? Como garantir que aquilo que podemos tocar, cheirar, sentir, são reais e não apenas impulsos elétricos cerebrais?

Tudo isso é para repensar mesmo! Tudo o que nós reconhecemos como físico é apenas um produto da consciência. E, despertar é enxergar isso.

O Despertar Espiritual é, na verdade, reconhecer que a Consciência está em tudo e é a única realidade que existe. E que Consciência é essa?

A Fonte da Criação, o Vácuo Quântico, Deus, que está em tudo o que existe, desde as partículas subatômicas, até as galáxias e sistemas solares.

O desperto é aquele que sabe que vive em um mundo onde a ilusão predomina, mas não se deixa mais levar por ela. Em Matrix, ao tomar a pílula vermelha, Neo fez uma escolha: conhecer a verdade.

Quem desperta reconhece os jogos de poder, a manipulação da mídia, da indústria farmacêutica, dentre outras coisas. Aprende a viver na Matrix, mas sem se deixar manipular por ela.

O desperto questiona e estuda para, finalmente, saber do que é feita a realidade e do que ele é feito. Ele acordou, abriu os olhos para a realidade da consciência.

“Uma vez que a iluminação é experimentada, pode-se entender exatamente como o Universo holográfico opera e é de fato, muito real. Chegamos a uma compreensão de que somos seres multidimensionais, que existimos simultaneamente em muitos níveis da realidade quântica.

Não há motivo para ficar chateado, irritado, estressado, etc, sobre as coisas que acontecem em uma realidade física, que é a menor dimensão da nossa consciência, porque é tudo trivial no grande esquema das coisas. Incidindo sobre as especificidades da realidade que pode nos desviar de descobrir e perceber a razão pela qual ele ou ela existe agora. É por isso que um dos passos para se tornar iluminado é substituir o medo e a raiva pela admiração e a curiosidade”.

Isso quer dizer que não devemos — depois de conscientes da realidade dita “holográfica”—, sermos tomados pela revolta. Percebermo-nos nessa situação significa que estamos ascendendo mais um degrau na escala evolutiva.

Por muito tempo, a realidade física, de ilusão, nos bastava; e com ela aprendemos muitas coisas. Do mesmo modo, muitos ainda estão aprendendo com ela.

No entanto, quanto alcançamos outros patamares de consciência, torna-se necessário mudar de paradigma, já que o antigo não nos serve mais como antes.

Quem desperta passa a vivenciar — mesmo que timidamente — experiências em outras dimensões e, mesmo ainda vivendo na realidade física, transita por outras dimensões, na medida em que elevam suas frequências.

Vós sois Deus: a verdade por trás dessa afirmação

Vós Sois Deuses

Pesquisando por aí, deparei-me com um texto maravilhoso sobre o tema e trouxe aqui para dividir com vocês. Após a leitura, vamos entender mais claramente o que a expressão “Vós Sois Deuses” significa.

Por despertando.com.br

“Quem acompanha o Despertando sabe que eu falo com frequência que todos são Deus, que mais dia ou menos dia, todos irão chegar a essa conclusão.

E quando eu digo que você é Deus não se trata de uma metáfora, não se trata de técnica de autoajuda, nada disso, se trata da única realidade que existe. E você só chegará a essa conclusão quando a iluminação acontecer, quando você se sentir Deus.

E é simplesmente impossível alguém sentir algo por outra pessoa, ou seja, é impossível que alguém se sinta Deus por você. Somente você é capaz de controlar seus próprios sentimentos, somente você é capaz de despertar.

Uma forma de acelerarmos esse processo é compreendendo intelectualmente quem é Deus. E quando eu digo intelectualmente, eu quero dizer compreender a lógica de Deus, a sua estrutura técnica.

Nós somos feitos de órgãos, que são feitos por células, que são feitos por moléculas, que são feitas por átomos, que são feitos por prótons, nêutrons e elétrons.

Os prótons, por sua vez, são feitos de quarks e, os quarks, são feitos por bósons de Higgs. “Abaixo” do bóson de Higgs está o que foi nomeado pela ciência como vácuo quântico. Esse é o caminho que iremos encontrar se formos dando um zoom em qualquer parte do nosso corpo.

A questão é que o nome vácuo quântico não ajuda em nada na sua compreensão, a palavra vácuo dá ideia de vazio, dá uma sensação de nada. E isso está longe de ser a realidade.

Vácuo quântico é o nome técnico dado a Deus, o Todo, ou seja, o vácuo quântico é onipresente, onisciente e onipotente. O que eu quero dizer é que o vácuo quântico, de vácuo, não tem nada. Na verdade, ele É infinitas possibilidades.

Esse nome foi dado porque é exatamente essa a visão da ciência materialista. Para ela, o bóson de Higgs aparece “do nada”, aparece do vácuo.

E o vácuo quântico se manifesta na forma de uma onda que vibra em uma frequência, literalmente, inimaginavelmente rápida. Quando Ele reduz a frequência de uma parte Dele mesmo, surge o bóson de Higgs.

Os bósons de Higgs se reúnem, reduzem a frequência e dão origem aos quarks; os quarks se reúnem, reduzem a frequência e dão origem aos prótons; os prótons se reúnem com os nêutrons e elétrons, reduzem a frequência e dão origem aos átomos; os átomos se reúnem, reduzem a frequência e dão origem as moléculas; as moléculas se reúnem, reduzem a frequência e dão origem as células; as células se reúnem, reduzem a frequência e dão origem aos órgãos; os órgãos se reúnem e dão origem a você.

Na realidade não existe nada material, tudo é uma onda vibrando em uma certa frequência. Acontece que as frequências que constituem a faixa de vibração da terceira dimensão, ao serem captadas pelos sentidos físicos, dão a falsa sensação de materialidade, de massa.

E é essa a mesma lógica para tudo no universo, é tudo uma questão de redução de frequência e organização. Reduzindo a frequência e se organizando da forma “X” dará origem a um órgão humano; reduzindo a frequência e se organizando da maneira “Y” dará origem a uma cadeira; reduzindo a frequência e se organizando da forma “Z” dará origem a lua etc.

O que eu quero que todos compreendam é que o vácuo quântico É tudo que existe, Ele É a fonte de tudo, Ele É a substância de tudo, Ele É a causa raiz de tudo.

O que e quero dizer é que o vácuo quântico não deixa de ser o vácuo quântico simplesmente porque reduziu sua frequência e se transformou no que convencionamos chamar de bóson de Higgs.

Na verdade, o bóson de Higgs é o vácuo quântico atuando como bóson de Higgs. E é a mesma lógica para os quarks, prótons, nêutrons, elétrons, átomos, moléculas, células, órgãos, seres humanos, carros, celulares, planetas, galáxias, etc.

O que precisa ficar claro é que um elétron não é um elétron, ele está um elétron. O que eu quero dizer é que essa “partizinha” do vácuo quântico que reduziu sua frequência até virar um elétron, na verdade, tem a potencialidade para ser qualquer coisa – infinitas possibilidades – mas nesse caso em específico, Ele está se manifestando como um elétron.

O que eu quero dizer é que o vácuo quântico, ou seja, Deus, está em todos os átomos do seu corpo. E quando eu digo que Ele está em cada átomo do seu corpo, eu quero dizer que Ele TODO está em cada átomo do seu corpo. Toda onipotência e toda onisciência estão em todos os átomos, em todas as subpartículas do seu corpo, somente assim Ele poderia ser onipresente.

É essa lógica que todos precisam compreender: o Todo, para ser o Todo, precisa estar TODO em todos os lugares ao mesmo tempo.

Não existe um átomo mais Deus que outro; não é porque uma célula é uma organização do vácuo quântico mais complexa que uma molécula que ela seja mais Deus que a molécula.

Uma célula é Deus se manifestando na forma de célula, uma molécula é Deus se manifestando na forma de molécula. Um ser humano é Deus se manifestando na forma de um ser humano, uma vaca é Deus se manifestando na forma de uma vaca.

Tudo que existiu, existe e existirá é Deus se manifestando em algum formato específico, em algum arquétipo específico. É por isso que eu peço tanto para que todos estudem mecânica quântica.

Se você se dedicar aos estudos e não cair na não aceitação da realidade última, você irá compreender o vácuo quântico. E aqui pouco importa como você irá chamá-lo: vácuo quântico, Deus, Todo, Jah, Alá, Jeová, não importa. Seja o nome que você quiser dar, você É esse nome que está dando.

Então quando eu digo que você é Deus não se trata de uma questão mística, religiosa. Trata-se de você ser uma organização da redução da frequência da única Fonte que existe – é uma questão técnica, é uma questão de lógica.

O que eu estou tentando fazer através do Despertando, queridos irmãos, é que vocês se tornem conscientes que qualquer sentimento de inferioridade que vocês sintam em relação a Deus é puramente mental, trata-se de uma crença limitante. A inferioridade, a separação em si, não possuem embasamento lógico nenhum.

Vós Sois Deuses

As pessoas se sentem mais confortáveis quando expressões como: “Parte do Todo” ou quando a relação “cria/Criador” são utilizadas. E em ambos os casos o conforto advém da falsa sensação de inferioridade na mente da pessoa. A parte é menor que o Todo, é inferior ao Todo; assim como a cria é menor que o Criador, é inferior ao Criador.

E é exatamente aí que mora a ilusão. A parte não existe, o que existe é o Todo se manifestando como parte. A parte não é inferior ao Todo, a parte não é menor que o Todo, ela é uma manifestação do Todo em forma de parte, ou seja, tudo que o Todo É, ela É.

Assim como não existe a cria, o que existe, é o Criador se manifestando como cria. A cria não é menor que o Criador, a cria não é inferior ao Criador, a cria É o Criador se manifestando em formato de cria.

E a ilusão da inferioridade, como toda dualidade, vem da falsa sensação de separação da Fonte. Uma coisa só pode ser superior ou inferior a outra se elas estiverem separadas, caso sejam uma coisa só, a comparação simplesmente não tem cabimento.

E é exatamente aí que está o “X” da questão, através dos dogmas religiosos, das crenças limitantes, você realmente passou a acreditar que está separado do vácuo quântico, que está separado de Deus. E é a partir desse estado de consciência que você vem criando a sua realidade há milhares de anos.

Para sair dessa situação você precisa expandir sua consciência, precisa compreender os mecanismos do ego. Na visão do ego, você dizer que é Deus é uma das afirmações mais arrogantes e prepotentes que um ser pode fazer quando, na verdade, somente através da arrogância e da prepotência é que você pode se julgar alguém diferente de Deus.

Ao se julgar diferente, separado de Deus, você está querendo dizer que não é somente Deus que existe e que, na verdade, existe você e existe Ele – separados – e nada pode ser mais arrogante e prepotente que isso.

Então enquanto você se acha um bom filho de Deus reconhecendo a sua inferioridade perante o Senhor, na verdade, você está dizendo para Deus: “Deus, eu não acredito que somente você existe, eu não acredito na sua onipresença, eu estou separado de você”.

É por isso que nós estamos trabalhando na frente chamada Mecanismos do ego, para que todos possam compreender e, consequentemente, transcender o ego.

Enquanto você não compreender que para você existir como ser, para que você possa ser uma manifestação do Todo, precisa existir dentro de você uma energia, um “eu”, que se vê separado de tudo e de todos a todo momento, você estará identificado com o ego, você estará agindo a partir dessa consciência de individualização.

O desafio é grande, pois é preciso que exista uma inversão na forma de pensar. Enquanto você achar que agir a partir do ego é se achar Deus, você estará caindo feito um patinho na conversa do ego. É exatamente ao contrário, somente através da identificação com o ego é que você pode acreditar na separação, na inferioridade.

É o ego quem se acha separado, é o ego quem cria a superioridade e inferioridade, é o ego quem te deixa cego para a realidade.

Então a questão é simples: ou você está acordado e reconhece que é Deus e, a partir dessa consciência, compreende que só existe saúde, alegria, prosperidade, bem-aventurança, crescimento, evolução; ou está dormindo, preso à falsa sensação de separação, de inferioridade, e irá criar uma realidade onde exista dor, sofrimento, medo, doença e todo tipo de sentimento de baixa vibração.

E o que precisa ficar claro é que aquele que está acordado, que está criando alegria, prosperidade, abundância etc., é tão Deus quanto aquele que está criando tristeza, escassez, sofrimento etc. Ninguém é melhor que ninguém, ninguém é superior a ninguém, tudo é uma questão de estado de consciência.

Através da mecânica quântica já ficou claro que é você quem cria a sua realidade, que o exterior é apenas um reflexo do interior. Então se no interior existir a crença na separação, o serão emanados sentimentos oriundos de um estado de consciência identificada com a separação, logo, o exterior, a sua realidade, será baseada na separação, ou seja, em sentimentos de baixas vibrações.

É exatamente essa realidade baseada na falsa sensação da separação, no medo, no ódio, no ciúme, na vingança, que sustenta a sua ideia de não ser Deus, de não ser o amor incondicional.

Quando, na verdade, acreditar na separação, acreditar ser inferior a Deus, é uma das infinitas possibilidades que existem e isso só prova que você pode experimentar aquilo que quiser. Prova também a sua onipotência, prova que você É Deus e pode tudo, inclusive, fingir – de verdade – que não É Deus.

Toda vez que eu falo que vocês são Deus, sempre algum irmão comenta algo do tipo: “Eu reconheço que sou parte do Todo, parte de Deus, mas não sou o criador do universo”. Isso mostra que a pessoa ainda não compreendeu o que é a evolução.

Jesus Cristo, por exemplo, que é o administrador do planeta Terra, que chegou ao estado de consciência de amar um planeta inteiro, um dia também passou pela terceira dimensão e experimentou a falsa sensação de separação da Fonte.

É óbvio que essa experiência não foi na Terra, quando a alma de Jesus estava no estado de consciência da terceira dimensão, a alma da Terra ainda não havia sido emanada. Então Jesus também se achou um dia menor que Deus, também se achou apenas uma parte e não o Criador dos universos, até que um dia ele despertou.

E toda vez que há um salto de consciência, é preciso que exista um salto dimensional. O que eu quero dizer é que, quando Jesus despertou, ele passou para o estado de consciência da quarta dimensão, com uma nova forma de enxergar e viver a vida.

E Ele continuou evoluindo na quarta dimensão, continuo expandindo a consciência, continuou elevando sua vibração cada vez mais até que a quarta dimensão ficou “pequena” para Ele, então ocorreu um salto para quinta dimensão.

E na quinta dimensão a história foi a mesma, ele continuou crescendo, continuou ajudando os outros, continuou estudando, expandindo a consciência até que mais um salto ocorreu.

E o processo foi o mesmo até que Ele chegou em uma dimensão onde o estado de consciência dos seres que a habitam, é um estado de consciência compatível com seres administradores de planetas. Os seres que chegam nessa dimensão expandiram tanto as suas consciências que se tornaram uma manifestação de Deus com a capacidade de dar vazão ao amor incondicional para um planeta inteiro.

O que eu estou tentando deixar claro é que tudo é uma questão de estado de consciência, tudo é uma questão de frequência. Quanto mais você ama, quanto mais você eleva sua frequência, mais em ressonância com Deus você vai ficando.

Acontece que não existe limite de frequência, Deus é onipotente, ou seja, sem limites. O que eu quero dizer é que você pode expandir a sua consciência eternamente, elevar sua frequência eternamente, que sempre haverá mais para aprender, sempre haverá mais amor para dar vazão.

Essa é a sacada, o insight a se ter!

Então, por mais que isso possa te causar uma certa revolta neste momento, eu gostaria de deixar claro que é uma questão de tempo para que você também se torne um Jesus Cristo, um administrador de planetas.

Você não vai ficar em um estado de consciência de terceira dimensão por toda a eternidade. É verdade que você é Deus e tem o livre arbítrio para manifestar a realidade que quiser pelo tempo que quiser, mas em algum momento da sua existência você irá dar um salto evolutivo, você irá acordar do sonho.

É óbvio que do estado de consciência que você se encontra hoje até se tornar um ser administrador de planetas vai éons, mas continua sendo somente uma questão de tempo. Você não irá desaparecer, a existência é eterna, uma hora você vai ter que dar um salto dimensional.

Nossa ciência já descobriu que o universo está se expandindo o tempo inteiro, ou seja, novas galáxias, novos sistemas solares, novos planetas, estão surgindo a cada segundo.

E adivinha por que essas galáxias, esses sistemas solares, esses planetas, estão sendo criados a todo momento? Porque, a todo momento, novos seres estão chegando ao estágio de consciência capaz de administrar galáxias, sistemas solares, planetas, inteiros.

Todos nós um dia iremos administrar planetas, sistemas solares, galáxias, universos, conglomerados de universos, super conglomerados de universos, mega super conglomerados de universos – não existe limite algum.

Para Deus — o Todo — não existe problema algum em um universo ser criado atrás do outro. Deus não sofre com problema de espaço, Deus não sofre com escassez de recursos, Deus É onipotente, onisciente e onipresente.

O que eu quero que fique claro, meus amados, é que qualquer limite que exista foi imposto pela limitada mente humana terrestre.

E se você estudar o que disse Buda, o que disse Jesus Cristo, o que disse Sócrates, o que disse qualquer ser que atingiu a iluminação espiritual, verá que todos — cada um à sua maneira — disseram a mesma coisa: “Vós sois Deuses”.

Acontece que na Terra da terceira dimensão qualquer ser que se lembrar que é Deus e começar a explicar para os outros que eles também são Deuses precisa ser eliminado.

Se uma massa crítica da população se lembrar que é Deus a Matrix simplesmente desaparece. Para que ela funcione, para que o véu continue em pé, é preciso que as pessoas se julguem separadas da Fonte, pois somente assim pode existir medo, pode existir ódio, pode existir guerra, pode existir fome etc.

É preciso sair da visão romântica da vida e compreender que na Terra da terceira dimensão roda uma Matrix cujo programa base tem como objetivo sustentar a falsa ideia de separação.

Então as milhares de religiões, com os milhares de deuses separados de você, os deuses com “d” minúsculo, deuses externos, são apenas subprogramas que sustentam o programa base.

Você só pode seguir uma religião que prega um deus separado de você se realmente acreditar que está separado de Deus.

O que eu estou querendo dizer é que você só irá sair, realmente, da matrix quando se lembrar que É Deus. Enquanto essa consciência não for atingida, você estará vibrando nas frequências que sustentam a matrix.

O que eu quero que fique claro é que existe um plano sendo executado há milhares de anos para te manter na ilusão da separação. Existe, literalmente, um programa rodando no seu mental que fica repetindo incessantemente a seguinte afirmação: “Eu estou separado da Fonte!”.

E você não é uma vítima da matrix, não existem vítimas. A matrix é uma forma/pensamento que é colocada no seu campo de forma arbitrária, sem respeitar o seu livre arbítrio.

No entanto, cabe a você aceitá-la ou não. Se você não se identificar com ela, então você estará na matrix, mas não será da matrix. Então por mais que tudo, que todo o cenário esteja preparado para que você acredite na separação, cabe a você entrar nessa ilusão ou não.

A separação em si não existe, ela não tem a mínima lógica. Nada está separado do vácuo quântico, tudo tem como origem o vácuo quântico, somente ele existe. Tudo mais é uma redução organizada da frequência Dele.

Acontece que o vácuo quântico É infinitas possibilidades e isso corresponde a dizer que, dentre as suas infinitas possibilidades, existe a de se sentir separado Dele.

É real que você experimente a sensação de estar separado dele, mas isso não quer dizer que você não seja Um com Ele. Na verdade, quer dizer que você É o vácuo quântico experimentando a sensação de estar separado do próprio vácuo quântico e isso não te faz alguém diferente Dele.

É preciso que fique claro o que são infinitas possibilidades. O vácuo quântico é onipotente, ou seja, pode tudo. O que eu quero dizer é que se não houvesse a possibilidade de experienciar como seria estar separado da Fonte, então o vácuo quântico não seria infinitas possibilidades. Ele seria todas menos a sensação de estar separado da Fonte, logo, o Todo não seria o Todo.

É por isso que é preciso que exista expansão da consciência, é preciso transcender a dualidade, é preciso compreender quem é o Todo. Enquanto você estiver preso ao bem ou mal, certo ou errado, estará cego para a compreensão da onipotência.

E meus queridos, eu tenho plena consciência que estou mexendo com a sua crença mais profunda e mais enraizada. Então eu sei que para muitas pessoas, presas aos dogmas religiosos, o que eu estou dizendo soa, de certa forma, como algo desrespeitoso.

Eu compreendo e tenho compaixão com a sua crença na separação, na inferioridade a Deus, mas te lembrar que isso é uma ilusão é exatamente o meu trabalho.

Eu sei que estamos encarnando na terceira dimensão da Terra há milhares de anos, sei o quanto fortemente nós estamos presos a ilusão da separação, que nos identificamos tanto com o “eu” egóico, o “eu” que se sente separado de Deus, que se sente inferior a Deus, que criamos uma realidade cheia de sofrimento e que, essa realidade, nos tornou cegos para nossa divindade.

Assim como eu sei que tudo isso é uma ilusão e que um dia, fatalmente, acabará. E é para que isso aconteça o mais rápido possível que eu trabalho dia e noite.

Todos um dia irão se recordar que são Deus, o despertar é inevitável. Cada um irá passar por um conjunto de experiências até que o inevitável aconteça, até que a ilusão da separação chegue ao fim. Seja pela dor ou pelo amor, um dia você irá se recordar quem realmente É!

Que o amor desperte em todos os seres!

Busque conhecimento, emita amor, seja luz!”

Gratidão eterna ao autor deste texto esclarecedor sobre a afirmação: “vós sois deuses“. Como ele disse, essas informações mexem com a crença mais fortemente enraizada nas pessoas.

Por isso, deve ser divulgada, deve ser mostrada com esse amor e compaixão que foi escrita. Não somos menos que Deus É. O Todo somos nós e nós somos Eles.

Paz e luz!

Você sabe o que é a Engenharia do Consentimento? Isso pode interessar você!

Engenharia do Consentimento

Faz parte do nosso processo de autoconhecimento — ou de despertar, como gosto de dizer — questionar o modelo de vida em que vivemos. Isso é fundamental, uma vez que nossa sociedade está longe de ser um bom lugar para se viver.

Nesse processo, precisamos ir fundo na busca por respostas. Quando estive pela primeira vez diante do assunto “Engenharia do Consentimento” comecei a entender porque certas coisas acontecem desde muito tempo e porque nosso modelo social é precário, escravocrata e excludente.

Mas, afinal, o que é essa tal Engenharia do Consentimento?

Resumindo, podemos dizer que se refere às técnicas empregadas por um pequeno grupo — que detêm o poder — para manipular uma massa. Você deve agora mesmo está pensando: “Ah, Lidiane, mas isso é coisa de gente que vê teoria da conspiração em tudo!” Não é bem assim.

A respeito do assunto, Hélio Couto foi bastante explicativo ao dizer que uma massa controlada pela Engenharia do Consentimento:

  • Distrai-se continuamente com coisas que não acrescentam nada para a sua evolução;
  • Coloca o foco nos problemas;
  • Acha que o futuro será melhor sem fazer nada para isso se concretizar;
  • Adia aquilo que é indispensável para a sua evolução;
  • Evita crescer e ser um adulto maduro e responsável;
  • Separa a parte emocional da racional;
  • Está sempre se sentindo dividido;
  • Aceita a ignorância e a mediocridade como normais;
  • Não acredita que pode mudar de vida;
  • Recusa-se a aceitar que podemos mudar nossa realidade.

Esses são apenas alguns exemplos dos comportamentos de uma massa manipulada.

Porque essas pessoas querem manipular a massa?

O que elas ganham com isso? Veja bem:

Quanto mais violência, mais medo, quanto mais medo, mais artifícios de segurança privada as pessoas e empresas consomem e mais as empresas de seguro faturam. Quanto mais medo as pessoas sentem, mais elas ficam em casa, quanto mais elas ficam em casa, mais facilmente elas serão condicionadas e quanto mais condicionadas, mais elas assistem TV aberta. Portanto, quanto mais assistem, mais audiência elas têm, mais faturamento, maior controle e maior share de atuação no mercado, O Deus Mercado. Sem contar é lógico no agregado que se consegue captar para as religiões. Simples Assim.” – (Carlos Torres)

É tudo por poder. É uma forma de deixar a massa (você) quietinho, no seu mundo de fantasias, no seu lugar. Enquanto você está preocupado com a novela, com seu programa de fim de tarde, não tem tempo para questionar o que realmente importa, muito menos para aprender algo de real valor.

Isso é usado largamente na política, na economia, pelas escolas e por todos aqueles que não querem ver seus interesses serem prejudicados.

Engenharia do Consentimento

A grande questão é que a grande maioria da população nem tem ideia de que isso acontece. Primeiro porque as técnicas utilizadas são muito sutis. Segundo porque elas já estão tão manipuladas, que o assunto nem chega a ser levado a sério — espero que não seja o seu caso.

Desse modo, com os meios de manipulação em massa empregados, na maioria das vezes o que você pensa, não é o que realmente pensa. É o que eles querem que você pense!

“Pensamentos que foram sutilmente introduzidos na sua mente e você pensa que são seus pensamentos, mas não são. E para que você não pense a respeito, você é bombardeado constantemente pela mídia, de todas as formas possíveis.” (1)

Todos devemos concordar que a educação, a saúde e outras coisas realmente importantes são deixadas de lado e tratadas como medíocres. Enquanto se investe milhões e milhões em distração (pão e circo), a fome ainda mata no nosso Planeta.

E o que nós pensamos sobre isso? nada. “Não tenho tempo para preocupações desse tipo porque está na hora do meu futebol. Ah, não, começou o Big Brother… e a novela? Menina, está imperdível!”

Enquanto vivemos assim, os poderosos continuam acumulando dinheiro e poder e nós, permanecemos sendo tratados como manada.

A verdade é dura, não é mesmo?! Mas é isso: a verdade. Não adianta falar em autoconhecimento e estar alheio ao que realmente acontece no mundo. Chega uma hora que é impossível não rasgar o véu da ignorância.

E pra concluir esta breve análise:

“É a minoria de homens inteligentes responsáveis que devem controlar a tomada de decisões, responsável pela elaboração de políticas e de uma saudável opinião pública através da manufatura do consentimento. O público deve ser colocado em seu lugar, a de espectadores de ação e não de participantes. Os arquitetos do poder devem criar uma força que possa ser sentida, mas não vista. O poder permanecerá forte enquanto permanecer na sombra, exposto a luz do sol começara a evaporar.”

Inibição doentia contra matar ou torturar

Já ouviu falar nisso? Veja a seguir uma explicação bem interessante:

Logo após a guerra do Vietnã, as pessoas em geral, foram acometidas de uma estranha doença: ‘Inibição doentia contra matar ou torturar”. Obviamente que, na ótica do ‘Sistema’ isso era um grande problema.

Havia (e ainda há) muitas guerras na agenda, pois guerras são extremamente lucrativas e repentinamente a população começa a sofrer desse estranho mal. Como fazê-las voltarem à guerra novamente? Como fazê-las encarar guerras, matança, torturas como algo normal? Engenharia do consentimento.

Iniciou-se então, uma série de ‘séries televisivas’ estimulando a violência, colocando os conflitos como algo normal. Houve uma enxurrada de filmes de guerra e nesses filmes geralmente se dava muita ênfase a um herói, um ‘mocinho’ e sua contraparte, o ‘inimigo’. Puro jogo psicológico, apelo emocional.

Foi também o período áureo dos filmes de Far West e Bang Bang. Séries de TV que estimulavam a boa convivência em família e em comunidade, que evidenciavam os mais nobres e profundos valores humanos, a exemplo da série “The Waltons”, foram tiradas do ar de um dia para outro, sem mais nem menos, mesmo sob protestos a nível mundial. Pergunte-se a si mesmo: Por que armas são exibidas de forma tão ostensiva nos cartazes de anúncio de filmes? (2)

Para finalizar, recomendo a Palestra do Hélio Couto e da Mabel Dias “Rasgando o Véu”. Ela pode ser encontrada no site www.cursosheliocouto.com.br, na pasta de Palestras Gratuitas chamada “Caminho das Palestras.

E você, já ouviu falar sobre esse assunto? Compartilhe com a gente sua opinião!

 

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