A morte no processo alquímico

Reflexão sobre a morte no processo alquímico, como caminho iniciático e ressurreição para uma nova vida. A morte é vista como renascimento.

A morte no processo alquímico

Estudando alquimia por esses “mundos internéticos”, deparei-me com um blog francês e um artigo muito interessante sobre a morte no processo alquímico. Sim, a morte, esse tema que amedronta tanta gente… menos os alquimistas, que a consideram condição necessária no caminho iniciático.

Vamos refletir sobre o assunto com a ajuda deste excelente artigo? Continue lendo!

A morte como elemento de evolução

Muito além de um evento triste e dramático, os alquimistas consideram a morte um evento evolutivo, além de ser uma etapa do processo alquímico, fase essa conhecida como Nigredo.

Na alquimia, a morte do velho é condição necessária para o nascimento do novo. Ela não é vista apenas na conecpção do “pós morte” e suas implicações. Mas que isso, representa a força motriz das transformações da matéria e da alma, que o alquimista busca realizar em seu laboratório (interior e/ou exterior).

A reflexão desse texto a respeito da morte é na visão alquímica, por isso, vamos em alguns momentos falar não só do homem como matéria prima da Obra, mas também metais e e vegetais.

Segundo a Alquimia, o destino natural de tudo na vida está destinado à evolução. Os alquimistas, após estudos na área, chegaram à conclusão que os metais básicos (qualquer um deles que não fossem ouro ou prata) tiveram um “erro de percurso em sua evolução”, pois eles estavam destinados a serem ouro, que é o estado máximo de evolução dos metais.

Ainda segundo os alquimistas, a morte desses metais é necessária para continuar a jornada de evolução. Neste caso, ela não é o fim, mas uma ressurreição que permite um novo começo.

É como pegar algo em estado estacionário, que por um erro de percurso ficou paralisado e, através das operações alquímicas, dá-lhe um novo começo. O mesmo ocorre conosco. O fogo interior (da consciência) é o impulso que nos permite morrer e renascer para continuarmos ou acelerar nossa evolução.

Uma morte em vida

Trazendo a questão para o nível humano, com a morte mudamos de estado. Abandonamos o passado, o homem/mulher velhos para renascer uma nova consciência.

Não falamos nesse texto da morte de alguém querido. O luto aqui é outro. É a morte iniciática, o sentido por trás do “escavar a terra” que escrevi tempos atrás. Na Alquimia, aprendemos a honrar o sentido da morte, como oportunidade de renascimento e, o mais importante, de que é possível “morrer em vida”.

Toda vez que desejamos mudar, melhorar, encontrar outro caminho… a morte é necessária. E como é difícil para algumas pessoas. Para a maioria, na verdade. É difícil porque requer desapego de quem fomos, do que possivelmente foi nosso zona de conforto por muito tempo.

Ao decidir um caminho novo é preciso deixar o fogo calcinar o que ficar para trás. A Alquimia interior utiliza o fogo da consciência para calcinar “o antigo EU”, aquela versão de nós que não está em conexão com nossa essência divina.

E então, entendeu como a morte no processo alquímico ocorre em nós e na nossa vida? Quando decidimo mudar de carreira, a vida profissional antiga deve queimar na fogueira alquímica. É preciso que nossa versão nessa carreira morra, para nascer nosso novo caminho.

É preciso morrer para nascer de novo, em uma versão melhorada.

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Sobre o autor | Website

Meu nome é Lidiane Franqui. Sou escritora e autodidata. Na minha jornada de autoconhecimento, tenho me deparado com áreas de estudo como Hermetismo, Alquimia, Kabbalah, assim como áreas mais modernas como a Mecânica Quântica e a teoria monista do Universo. Seja bem-vindo e espero que aprecie o conteúdo compartilhado neste blog!

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