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A consciência é como luz na caverna de Platão

A consciência é como luz na caverna de Platão

Em nossos estudos sobre a realidade do Universo, deparei-me com uma frase de Amit Goswami que chamou bastante atenção: “a consciência é como luz na caverna de Platão“.

Foi então que percebi as semelhanças da alegoria da caverna — formulada pelo Filósofo — com a Mecânica Quântica. Para quem não sabe, no Mito da Caverna de Platão nos convida a imaginar uma caverna na qual várias pessoas estão sentadas, sempre imóveis, de frente para a parede.

Elas estão lá desde o nascimento, amarradas, olhando para a parede ao fundo, na escuridão. No entanto, atrás delas há uma chama bem luminosa, que lança sombras na parede que eles estão olhando.

Entre as pessoas de costas e a luz, há outras que andam — exibindo objetos, movimentando-se —, de modo que as sombras delas e desses objetos sejam lançados na parede.

E as pessoas estão lá, olhando para a parede, sem poder olhar para atrás e acreditando que aquelas sombras são tudo o que elas possuem. Elas não conhecem mais nada senão as sombras refletidas.

Você deve estar se perguntando se, nessa alegoria, algumas pessoas não viram e olham o que há atrás delas. Sim. Um e outro aventureiro faz isso.

Mas, ao ver os objetos, a maioria dessas pessoas ficam tão fascinadas com a chama, ou confusa após tanto tempo confinado, que provavelmente se voltará novamente para a parede — que é a única realidade que conhece.

Interessante, não é mesmo?

Platão dizia que tudo o que nossos sentidos apreendem no mundo material não passa de imagens na parede da caverna, ou seja, sombras da realidade.

Mito da Caverna e Mecânica Quântica

Então vem a grande questão deste texto: o que o Mito da Caverna tem a ver com Mecânica Quântica?

No livro “O Universo Autoconsciente”, de Amit Goswami — que recomendo fortemente —, o autor relacionou sabiamente a alegoria da caverna com os conceitos do idealismo — que é o oposto ao realismo materialista, em que a consciência e não a matéria é fundamental.

Vejamos o que ele nos trouxe sobre essa questão:

O grande universo no lado de fora é um espetáculo de sombras projetadas na parede e nós, seres humanos, somos observadores de sombras. Vemos sombras-ilusões que confundimos com a realidade. A realidade autêntica está às nossas costas, na luz e formas arquetípicas que lançam sombras na parede.”

É uma comparação muito apropriada para a questão. A consciência, a luz; nós, os seres humanos; As pessoas e objetos entre nós e a luz movimentando e projetando sombras, representam a realidade arquetípicas; e as sombras as ilusão que julgamos reais. 

A luz — Consciência — é a única realidade e nós precisamos olhar para trás, ou seja, sair da zona de conforto para ver o que tem atrás, a verdadeira realidade.

Enquanto estivermos na posição dos humanos na alegoria da caverna de Platão imóveis olhando para a parede, a única coisa que estaremos vendo são as sombras-ilusões.

De fato, ao ver as sombras, percebemos a consciência, mas de forma limitada. Há interferências, há apenas uma ideia e em muitos casos, ha distorções. Mas, quando deixamos de perceber apenas as sombras-ilusões e viramos para ver o que há além do que estamos habituados, vemos o que é realmente real.

Tudo é consciência e ela é tudo o que existe!

Entendeu a relação entre Mito da Caverna e Mecânica Quântica?

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Sobre o Autor

Lidiane Franqui
Lidiane Franqui

Eu tenho uma missão e quero cumpri-la com amor e paciência. Cada texto ou reflexão minha é parte dessa missão e eu vos convido a fazer parte dela.

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